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Cidade

Fumaça no horizonte, meteorologista explica cenário das queimadas em Porto Velho

19 de agosto de 2026
Fumaça no horizonte, meteorologista explica cenário das queimadas em Porto Velho

Agência de Notícias Censipam aponta influência de incêndios próximos à capital e também de fumaça transportada de outras regiões da Amazônia


Fumaça começa a aparecer nesta época do ano e nem sempre o fogo que a produz está perto de quem consegue enxergá-la

Quem tem olhado para o céu de Porto Velho nos últimos dias já pode ter percebido o horizonte mais esbranquiçado. A fumaça começa a aparecer nesta época do ano e nem sempre o fogo que a produz está perto de quem consegue enxergá-la.

 O meteorologista do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Reinaldo Reis, explica que o cenário observado na capital reúne tanto a influência de incêndios próximos quanto de fumaça transportada de outras regiões.

  “Temos eventos próximos de Porto Velho e também uma contribuição que vem do sudeste do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso”.

A distância também interfere na forma como essa fumaça chega à cidade. Segundo o meteorologista, incêndios mais próximos tendem a produzir poluição nas camadas mais baixas da atmosfera.

  “Os eventos mais próximos geram uma poluição mais próxima da superfície, onde respiramos esse ar. Já a fumaça de regiões mais distantes pode chegar em uma camada intermediária, um pouco mais alta”, detalha Reinaldo.

Um período que merece atenção

Para o prefeito Léo Moraes, o momento reforça a importância da prevenção

Com a redução das chuvas e a perda de umidade da vegetação, aumentam as condições favoráveis à ocorrência e propagação do fogo. O monitoramento realizado pelo Censipam ajuda a acompanhar esse cenário por meio de dados de satélites, focos de calor e outras informações reunidas no Painel do Fogo.

 Apesar da atenção necessária neste período, Reinaldo explica que, até o momento, o cenário é diferente do registrado em 2024, quando Rondônia enfrentou uma situação severa de queimadas e fumaça.

 “Não estamos esperando um cenário tão grave quanto o de 2024”.

Para o prefeito Léo Moraes, o momento reforça a importância da prevenção. “É um período em que todos precisam estar atentos. O município segue fazendo a sua parte, mas a colaboração da população é fundamental. Evitar o uso do fogo e comunicar rapidamente qualquer ocorrência são atitudes que ajudam a proteger a cidade e, principalmente, as pessoas”.

 Em Porto Velho, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) mantém ações contínuas de prevenção, fiscalização e educação ambiental, além da atuação voltada ao enfrentamento das queimadas.

Ao identificar uma queimada ou incêndio, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193.

 Nesta época do ano, prevenir um foco de incêndio também significa evitar que a fumaça chegue mais longe, e faça parte do ar respirado por toda a cidade.

 Texto: Helen Paiva

Fotos: Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

 

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